Vou beber Carlos Drummond
e destilar poesia
nos confins do mundo
estava minha filosofia
na estrada vi o sol se pôr
Viniciando na noite vazia
um alambique e uma livraria
embriagado de viver
fiz nascer o dia
recitei poesia a mulher amada
Augusto dos Anjos que levara
para um lugar escuro
numa química desvairada
misturei tudo num moinho depressivo
inclusive meus sonhos
e triturei sem dó o teu nome
exagerei na dose
e flores mandei
só pra todos entenderem
por que uma briga eu causei
numa boêmia impulsiva
confidenciei-me a noite
que sentia ciúmes das estrelas
se é lourura não sei
não quero nem vê-las!(Jóstenis Costa)
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