terça-feira, 17 de novembro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

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Meras Palavras

Letra e Música de Jóstenis Costa e Wender Andrade

Raio de Sol

Letra e Melodia Jóstenis Costa e Wender Andrade

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Quanto vale a vida?

Quanto vale a vida?
nove meses de gestação
logo cresce, alegrias, agruras, decepção
um dia desses um menino
quanto vale a vida?
não vale nada a vida ceifada
nas mãos do assassino
não são anjos, nem demônios
são seres humanos que não sabem
o valor da vida
homens tão desumanos...
(Jóstenis Costa)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

 
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Há de haver

Há de haver paixão
há de jorrar a lágrima
dar risadas e amar sem razão
há de rasgar no peito a emoção
se não for desse jeito, não vá não!

há de ser desmedido, compreendido
imenso, largo, infinito
há de haver encanto, magia
há de haver o amor
e fazer da vida poesia
(Jóstenis Costa29.09.09)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Racismo

Intolerância de uma "Raça"
sobre a outra
a igualdade racial dar-se-á
no dia em que compreendermos
que só existe uma raça, a raça humana!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A Tropa é de Elite e a realidade é nua e crua

O filme Tropa de Elite revela para a sociedade facetas da violência em que estão envolvidos políticos, policiais, traficantes e usuários.
O descaso das autoridades com relação à matéria prima da Polícia Militar do Rio de Janeiro que são os homens que compõem o efetivo da corporação com baixos salários, condições precárias de trabalho, sofrendo perseguição por parte de comandantes, sucateamento dos quartéis, viaturas quebradas e aparelho bélico defasado, a corrupção que parte desde a alta cúpula da corporação e vai até os soldados, o que esperar desses profissionais? Embora existam Policiais que não se corrompam, mas que acabam fazendo justiça com as próprias mãos como se esta fosse a lei, numa guerra onde o que vale é matar ou morrer.
Os políticos usam de seu poder para escolher e nomear os comandantes na PM, estes por gratidão fazem apenas o que os políticos pedem, numa troca de favores.
A sociedade por sua vez não enxerga que os usuários da classe média são os principais financiadores do tráfico e desse ciclo de violência, e vêem na Polícia apenas um instrumento de repressão sem credibilidade devido a corrupção, e muitas vezes acabam por aceitar o tráfico como um comércio normal como outro qualquer esquecendo que muitas vidas são ceifadas devido ao tráfico e todos são atingidos direta ou indiretamente pela violência gerada pelo tráfico.
É notado também o preconceito dos estudantes da classe Média quando descobre que um Policial Militar é um de seus colegas na Faculdade de Direito.
Percebe-se que a ideologia, ou seja, o pensamento das classes dominantes com relação à violência, vêm acompanhada do descaso, a não ser quando esta classe se sente atingida pela violência diretamente, aí sim fazem protestos, caminhadas em prol da paz. O filme demonstra também a banalização do maior bem que é a vida assim como já é banal a violência, até que atinja os altos escalões do poder, mas o pobre da periferia já convive com essa violência há anos não só no Rio de Janeiro, mas no Brasil inteiro, e pouquíssimo se fez até hoje para reverter essa situação, os jovens do morro geralmente com baixo nível de escolaridade tornam-se vulneráveis para entrarem no tráfico, mas não se esquecendo que a ideologia capitalista por outro lado também faz com que muitos pais de “Mauricinhos” da classe média alta esqueçam de passar valores morais, humanos de afetividade e respeito ao próximo para seus filhos que acabam por se envolverem com as drogas, e a criminalidade como curtição, refúgio, ou ás vezes para suprir carências, causadas pela deficiência na educação familiar.
Mais que um problema policial a violência e o tráfico de drogas são problemas sócio-econômicos estruturais, gerado pela má distribuição de renda e consequentemente a desigualdade social, para que haja democracia efetiva nesse país, faz-se necessário investir em educação, saúde, melhoria nas condições de vida da população pauperizada, garantir direitos básicos, como o de ir e vir, combater efetivamente o narcotráfico, e principalmente combater a corrupção política, e a impunidade, preparar e dar melhores condições de trabalho aos policiais, caso contrário veremos outros filmes como “Tropa de Elite” e não nos causaram mais impacto algum, e conviveremos com essa realidade, onde “a vida imita a arte e a arte imita a vida”. Isso! Se uma bala perdida não nos atingirmos antes.
(Jóstenis Costa)
Em tempos de "todo enfiado" e "Tudo até o talo" ainda ouço Caetano Veloso, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes. tenho medo de me tornar "ultra careta" ou saudosista.

Dode

 
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Eu

 
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Intolerância Religiosa é crime, você sabia?

O Brasil um país mestiço de tantos grupos etnicos de uma diversidade cultural imensa, mesmo assim existe um racismo velado e um claro preconceito com algumas religiões principalmente com as religiões de matriz africana, bem mais cômodo achar que a religião europeizada do colonizador e escravizador é a certa e que a do escravizado é a do Satanás, mas se o próprio Deus disse que nós temos o livre arbítrio por que ter preconceito com a crença alheia? Quem afinal tem a verdade? Os que se acham donos da verdade? No Rio de Janeiro essa semana tivemos a caminhada contra a intolerância religiosa, tudo isso por que não se respeita as diversas crenças existentes, é um passo importante para que as futuras gerações não cometam os mesmos erros e aprendam a lidar com as diferenças sempre respeitando todas as crenças, e vale ressaltar que a intolerância religiosa é crime previsto em lei: No Brasil, a Lei 7.716/89 considera crime inafiançável a intolerância religiosa e o racismo.
Amém, Axé, paz do senhor irmão!
Kawó-Kabiesilé!.
(Jóstenis Costa)

De onde vem o samba (Jóstenis Costa)

De onde vem o samba

E o samba foi da Bahia pro Rio de Janeiro
Pra depois conquistar o mundo inteiro
Mas esse samba assim como o negro sofreu na mata
Era o alento do negro a melodia e a cachaça
Pra agüentar a dor da labuta e da chibata
Do lundu, do semba da áfrica
Do samba de roda, de Cachoeira da chula de Santo Amaro
O negro apanhou um bocado, mais como um bom capoeira
Deu rasteira, não comeu nada, o samba virou enredo e canção
desceu do morro pro chão
na cadência do reizado, no samba do sambador
na pureza da tradição do negro poeta, cantor
Gil,Cartola, pixinguinha, Vinicius branco negro arretado
Pra falar do amor, sem esquecer com indignação
Dos tempos da escravidão, veja só seu doutor,
Favela e condomínio casa grande e senzala !

(Jóstenis Costa)04/04/2008 02:35 da madruga

Raio de sol

Quando a noite beija a aurora
Vaga lembrança da noite que morre
Por sorte a boca beija o vinho
Embriagado mando flores para as estrelas que caem
E no céu vão caindo as estrelas
Despetaladas rosas negras, cadentes!
Logo perdem o brilho e jamais...
Assim tão triste quimera
Meu Deus quem dera ela o meu raio de sol
Minha luz meu Deus quem dera, meu raio de sol

Quando a noite beija a aurora, tece versos no arrebol
Finda noite, lua nova, beija-me a boca eu tão só
Minha luz meu Deus quem dera
Perto dela sinto o raio do sol.
(Jóstenis Costa)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pássaro Ferido (Jóstenis Costa)

Voa pássaro ferido
vai encontrar um abrigo
voa para um outro lugar
vai pra de trás da cordilheira
onde o bicho humano não possa chegar
vai com a solidão, que o mundo não possa explicar
e bem perto da geleira do coração que não quer calar

voa homem pássaro, nos sonhos que vão te levar
levar embora a angústia da lembrança amarga de um lugar
voa e foge do predador, dos homens sem asas pra voar

voa rasga do peito essa dor, dos homens sem asas pra sonhar
e de lá do abismo, vê que são tão mesquinhos
os humanos e seus temas tão banais
pois os sonhos são asas
as palavras são nada
pra quem não sabe amar.
(Jóstenis Costa 16.09.2009)

Filosofia, é importante ser amigo do saber, ter o desejo ávido de conhecer o por quê de todas as coisas...

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Violência um enfoque no Brasil

A violência humana, um enfoque no Brasil, por Jóstenis Costa

Relatos sobre a violência são tão antigos, quanto à própria historia da humanidade. O conceito de violência pode abranger um entendimento vasto, diversos filósofos tentaram compreender este fenômeno.
Segundo Marx a luta pelo poder e a história de dominação de um povo sobre o outro é determinada pela violência, para ele a história da humanidade é a própria história da violência.
Esta interpretação parte de antagonismos sociais, divergências do pensar, intolerância religiosa e entre os povos, tudo podendo caracterizar a violência, embora se aprofundarmos em outros aspectos não menos relevantes, constatando em fim diversas vertentes sobre este assunto, veremos claras contradições.
Para o filósofo Jean Paul Sartre, a violência é fruto da escassez, mas os relatos Bíblicos demonstram a violência sendo fruto dos sentimentos humanos, inveja, ciúme, cobiça, como por exemplo: Caim mata seu irmão Abel por inveja, o que podemos inferir a violência, ligada à essência humana, a violência como algo inerente ao homem.
Existem vários tipos de violência, a própria palavra violência, já reporta a intenção de “violar”, impedir o direito de alguém. No Brasil fica evidente que os índices de violência está diretamente ligado a este tipo de violação dos direitos, principalmente quando existe uma má distribuição de renda, totalmente desigual, e excludente, que marginaliza os indivíduos.
A violência para muitos está associada à pobreza, o que não é verdade, um bom exemplo disso, é a Índia onde a maioria é pobre e os índices de violência são baixos. A falta de oportunidades, a desigualdade social, e a exclusão, são fatores determinantes para o aumento da violência na vida em sociedade.
A história do nosso País foi marcada pela violência desde o período colonial e na formação do nosso povo. Inúmeras tribos indígenas foram dizimadas violentamente pelos nossos colonizadores, a nossa miscigenação, marcou outra faceta da violência, a violência sexual dos portugueses com nossas índias e negras escravas, que se deitavam contra a sua própria vontade com os senhores de engenho, o racismo também se arraigou na nossa cultura, como uma sórdida forma de violência.
A maneira abrupta com que foi imposta a religião dos europeus, obrigando os escravos a cultuarem os santos da Igreja Católica, e a proibição dos ritos africanos, pode-se dizer que o sincretismo religioso foi uma forma encontrada pelos africanos para resistirem com as suas religiões e fugirem da violência do tronco e do acoite.
Os vinte anos de ditadura militar no Brasil, “os anos de chumbo”, foram caracterizados por perseguições, violações dos direitos a liberdade nas suas mais diversas expressões, direito de ir e vir, atrocidades, torturas, e mortes.
Hoje em especial é a violência das privações dos direitos, privar uma criança, de ter um lar, de possuir uma família, de receber educação, de ter o que comer, privar um homem de ter um trabalho e poder alcançar sua emancipação, tudo isso é violência, é a violência da falta de dignidade. É esta violência que acaba por gerar as demais formas de violência contra o ser humano.
A política econômica do nosso País nos últimos anos sempre teve como enfoque principal o desenvolvimento econômico, com pouca preocupação com os níveis de pobreza, provocando o crescimento desigual, com políticas sociais setoriais minimalistas servindo apenas para atenuar os conflitos e desmobilizar as massas carentes, evitando assim um enfrentamento, visando a hegemonia da ideologia capitalista.
Bolsões de miséria se instalaram pelo País a fora, em especial nos grandes centros urbanos. Nas grandes cidades essa concentração populacional fruto do êxodo rural, decorrente da industrialização, contribuiu significativamente para o “inchaço” das periferias, que cresceram desordenadamente.
Sem políticas de infra-estrutura, favorecendo o aparecimento de moradias subnormais, para uma camada mais pobre da população exposta às adversidades, o desemprego, o analfabetismo, a vulnerabilidade das crianças e adolescentes, ao uso de entorpecentes, a falta de renda e de perspectiva contribuindo assim para o aumento da violência urbana.
Hoje em dia milhares de pessoas vivem nas periferias em condições de extrema pobreza, sem acesso aos direitos básicos, com baixo grau de escolaridade em sua maioria, confrontando com inúmeras dificuldades e contrastando com uma outra parcela da sociedade “bem nascida” pertencente a uma casta social, assistida em seus direitos, e que por muito tempo olhou de forma indiferente para os excluídos, atualmente também são vítimas da própria indiferença que ajudaram a construir, dos próprios filhos pertencentes a esta “casta”, que não souberam educar e do descaso que plantaram no passado.
Os índices alarmantes da desigualdade social no nosso País, reflete como um entrave para o crescimento econômico da nação, investir em políticas públicas, de reparação social torna-se medida emergencial indispensável, reverter verbas, gerir recursos para a diminuição da desigualdade e fim da miséria, talvez seja um passo importante para a redução da violência.
E o passo mais importante de todos será acabar com a impunidade que permite aos políticos corruptos, desviarem diariamente milhões dos cofres públicos, que deveriam ser destinados ao enfrentamento das questões sociais, investimentos na segurança pública, e a criação de leis mais severas, para acabar com a maior de todas as violências a violência praticada pelos políticos corruptos.

Jóstenis Costa – Assistente Social , Pós-graduando em Saúde pública


Violência

CONDIÇÃO ECONOMICA DO BRASIL

DESIGUALDADE – EXPLORAÇÃO – TRAFICO DE DROGAS- CRIMES

VIOLÊNCIA EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTIL DENUNCIA 0800990500 OU DISQUE 100

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

POR QUE AS MULHERES PERMANECEM EM UMA RELAÇÃO DE VIOLÊNCIA?

HISTÓRIA FAMILIAR
AUTO- ESTIMA
SITUAÇÃO EMOCIONAL
SITUAÇÃO ECONOMICA
CARENCIA DE RECURSOS SOCIAIS E FAMILIARES

LEI MARIA DA PENHA --- FLAGRANTE

DENUNCIA -- AUTORIDADE POLICIAL

GARANTIR PROTEÇÃO

EXAME DE CORPO DELITO OU LAUDO MÉDICO

Pena de 3 meses a três anos

A inversão de valores na sociedade pós moderna

A globalização vem provocando profundas transformações na organização política, econômica e social no mundo atual, ocasionando por um lado um rápido avanço tecnológico, e por outro lado um aumento alarmante das desigualdades sociais, tendo como conseqüência, um aprofundamento da exclusão social principalmente nos paises periféricos, com a retração do Estado no que diz respeito, as políticas sociais, em investimentos e verbas públicas.
As mudanças estruturais ocorridas nesta nova ordem que se estabelece vem demonstrando um novo perfil da sociedade, criando novos padrões, invertendo valores morais, provocando o distanciamento dos seres humanos como criaturas afetivas estimulando a competição e o individualismo.
Dentro deste processo, as informações chegam em tempo real, em qualquer parte do mundo, seja nas comunidades ditas mais “avançadas”, ou nas mais subdesenvolvidas, um paradoxo que se iguala apenas nos interesses econômicos de mercado, onde este tem a pretensão exclusiva de atingir o consumidor. Surgem a todo instante novos produtos, novas marcas e novas necessidades materiais impostas pelo capitalismo, através de uma mídia, que cria, recria e destrói, ídolos e mitos, a todo instante sem nenhuma preocupação com algum tipo de valor ético, ou algum conteúdo didático que possa contribuir para a formação do indivíduo e sim o estímulo ao consumismo indiscriminado, aumentando o lucro do capitalista.
O que deveria representar, realmente um avanço significativo para a humanidade em termos de informação e cultura, podendo servir como coesão social, politização dos indivíduos, e o cultivo do homem como ser intelectual, através dessa avalanche de informações, acaba por surtir um efeito totalmente revés, onde as informações geralmente são tendenciosas atendendo a uma ideologia capitalista, estimulando o conformismo e a imobilidade social através da sensação de progresso.
Nas escolas pouco se estimula o senso crítico de nossas crianças, na TV, não se vê programas que agucem a necessidade de se exercer a cidadania, o respeito ao próximo, ou a valorização da família, e sim propagandas estimulando o tal “voluntariado”, somos bombardeados hodiernamente por, informações na Internet, de conteúdos preconceituosos, por produtos “top de linha”, ou você compra, ou você fica excluído do sistema, juntamente com novelas de temática duvidosa onde a “grana” é mais importante do que tudo, do que a própria vida, onde matar por motivo torpe, se tornou algo natural, ocasionando a banalização da violência. A qualidade da maioria das músicas que adentram nossos lares através das rádios, é da pior qualidade possível, com apelos sexuais, erros grotescos de Português, e às vezes apenas o refrão repetido exaustivamente compõem a melodia, embora, esses compositores não tenham culpa, afinal muitos não tiveram uma boa educação de base também, sendo fruto desse sistema, e muitos não nasceram com o dom da poesia, já que ser poeta é algo inerente ao ser, esses músicos tornam-se também, um produto descartável nas mãos de grandes produtores da indústria fonográfica, que criam modismos a cada estação do ano, tudo se inter-relaciona a música de má qualidade, reflete na sociedade decadente em que vivemos, uma verdadeira “pornô-chanchada”, a sociedade reflete na qualidade das músicas que ouvimos, na violência das letras, na violência das ruas, e o povo meu Deus! Gosta.
A tão sonhada liberdade de expressão possui hoje, como entrave, justamente a falta de educação de base do nosso povo. O golpe militar de 1964 deixou seu legado negativo, embora naquela época cantores intelectuais utilizavam-se de um microfone como uma arma poderosa contra a repressão, através de belas canções de cunho social e político, com poesias e metáforas para fugir da censura, e poder externar suas revoltas e indignações, ao contrário hoje temos a “liberdade de expressão” sem voz ativa, sem dispor de um olhar crítico, capaz de interpretar, o nosso contexto atual, hoje é facilmente cooptada pelos meios de comunicação e por interesses políticos-partidários que nos impõe sorrateiramente, sua ideologia e “engolimos a labuta” sem sonhar!“o sonho impossível”, sem perceber, ainda tomamos Coca-cola para melhorar na digestão, ou encontramos a “felicidade” no Mc Donalds, nós nos importamos mais com a vida dos artistas da TV, ou da personagem, do que com a nossa própria vida, ou com o nosso semelhante que não tem o que comer, e nos falta educação para refletirmos a nossa existência, o nosso fim útil, e a nossa atual condição política, nos falta educação até para sonhar.
E “pra não dizer que não falei das flores!”, esses vinte anos de atraso, social, econômico e político que representou, a ditadura militar, de saudade mesmo, só as boas canções que se ouvia, (não a dos quartéis), e sim os grandes clássicos da nossa música popular compostas naquela época, e que se eternizaram após esse período negro e triste da nossa história.
A inversão de valores chega a assustar principalmente pela velocidade voraz e pela naturalização, de coisas que antes, seria capaz de chocar a sociedade. A família perde seu papel fundamental na formação do indivíduo, até mesmo porque as famílias se encontram desestruturadas, o alicerce desestruturado põe em risco toda a construção social.
É tal fácil à gente ouvir por aí as pessoas dizendo: “a culpa é dos pais!”, mas, os pais não tiveram pais, não tiveram paz, não tiveram um País, e o nosso problema é estrutural, vejamos a nossa história de exploração, escravidão e corrupção, constituindo um povo hoje com baixa escolaridade, com um racismo disfarçado, com uma exclusão social latente, um povo descrente de tudo, com uma falsa auto-estima que lhe é atribuída pela mídia,(sou brasileiro não desisto nunca) quem tem um poder de compra, seja lá em quantas prestações for, se sente aceito, pelo sistema que “aparta”, os miseráveis desse processo, mas que não poderá jamais nos impedir de nos indignarmos, e só através dessa indignação poderemos reavivar a mobilização social tão enfraquecida por essa política neoliberal, e lutarmos pelos direitos democráticos, e termos voz ativa, capaz de um dia reverter esse quadro negativo de inversão de valores, que vem afetando e corrompendo toda nossa sociedade, e transbordando, os meios de comunicação com futilidades, retardando o nosso pensar, nos transformando em uma peca sem importância, sem valor, dessa máquina capitalista, sem sentimentos, sem solidariedade,sem respeito e sem amor ao próximo.
Segundo o filósofo mais conhecido da China antiga, Confúcio; a organização social deveria basear-se na disciplina familiar, já que ele venerava bastante os antepassados e as antigas tradições, desta forma observamos o oposto acontecendo em nossa sociedade pós-moderna e o caos que vem se transformando as relações sociais e principalmente na falta de respeito ao próximo.


Jóstenis Costa Assistente Social

Jóstenis

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Jóstenis Costa

Nascido em Feira de Santana Bahia, Jóstenis Costa é poeta escreve desde sua infância, também compoe com a parceria do músico Wender Andrade, é graduado em Serviço Social, e Pós-graduando em Saúde Pública, é militante contra o racismo e toda forma de discriminação social.
Possui um livro publicado intitulado de "Caminhos, subterfúgio imaginário", a intenção de criar esse blog é de divulgar artigos de sua autoria e alguns poemas, fazendo uma reflexão acerca de aspectos sociais.