sexta-feira, 3 de junho de 2011

Poema de Enazus Inverno de 98

Passaram-se os anos na intimidade da noite
nos muitos murmúrios as coisas se arrastavam no tempo
Onde a velhice jamais percorrera
simplismente a eternidade
Seria Enazus a pluralidade a ventania e certamente a fatalidade?
Com os olhos parados no além
a poesia buscava o firmamento
envolto as cogitações de outrora
como uma dádiva, raios rasgaram o céu,
numa explosão reluta um ser
as luzes apagaram-se
na escuridão palavras bebatiam-se entre as almas e os escombros
um vulto percorria um labririnto imaginário
era o temor, e a retina cansada
temendo pelo sentimento efêmero criado
onde já nao encontrara quem te furtara toda força
nem pelas galáxias, pelos planetas
nem por três luas, nem pelas marias
Será que por Maria era triste?
pelas três era madrugada!
fez-se de grandioso tão pequenino
de homem fez-se um menino
por que a força se já não podia lutar
tornou-se cehio de pudor diante toda beleza
Mas eram teus passos que se ouvia fugindo...
fugiam e enchiam as estrelas de brilho
depois já não havia estrelas no céu
fostes a última estrela cadente
de mim disperso, eras Enazus a morte rondando o arrebol
sem nunca encontrá-la
minha mãe concebeu-me os dias, fugir da recidiva era preciso...
mas bastou cruzar os dois pontos castanhos que riscavam o espaço
para que o tato se já não poda tocar o infinito
era o medo, era o animal feroz que vagava a noite na insônia, era o frio
Enazuz a multiplicidade dos pensamentos uma fêmea...

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